
É com grande pesar que informamos o desencarne de Luciano Régis Pereira, querido irmão e trabalhador da Irmandade Espírita Amigos da Paz.

Mais uma vez sugerimos esta leitura que é muito importante para a família espírita, mesmo para quem já leu, sempre é bom relembrar!!!
Considere-se que os cuidados com o Centro Espírita devem merecer atenção permanente de dirigentes e trabalhadores. O próprio objetivo de uma Casa Espírita, suas atividades e o numeroso público sempre envolvido - entre tarefeiros, dirigentes e o próprio público - trazem desdobramentos complexos. Seja no relacionamento interpessoal, nas providências para seu bom funcionamento, e claro na fidelidade que deve manter à orientação espírita.








Curso Básico para Evangelizadores Infanto-JuvenilCom a contribuição de todos, conseguimos desenvolver uma atividade diferente com as crianças que participam do Projeto de nossa Casa. Dividimos em 03 estações, em cada uma foi elaborado um tipo de atividade, onde as próprias crianças fabricaram seus desenhos de páscoa, montaram as cestinhas e aprenderam a fazer bombom. E no final todos ganharam o tão esperado Ovo de Páscoa!!!
Obrigado a todos pela colaboração!!!

Humberto de Campos nasceu na pequena localidade de Piritiba, no Maranhão, em 1886.Foi menino pobre. Estudou com esforço e sacrifício. Ficou órfão de pai aos 5 anos de idade. Sua infância foi marcada pela miséria. Em sua "Memórias", ele conta alguns episódios que lhe deixaram sulcos profundos na alma.Tempo depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, então Capital da República, onde se tornou famoso. Brilhante jornalista e cronista perfeito, suas páginas foram "colunas" em todos os jornais importantes do País.Dedicou-se inteiramente à arte de escrever, e por isso eram parcos os recursos financeiros. A certa altura da sua vida, quando minguadas se fizeram as economias, teve a idéia de mudar de estilo.Adotando o pseudônimo de Conselheiro XX, escreveu uma crônica chistosa a respeito da figura eminente da época - Medeiros e Albuquerque-, que se tornou assim motivo de riso, da zombaria e da chacota dos cariocas por vários dias.O Conselheiro, sibilino e mordaz, feriu fundo o orgulho e a vaidade de Medeiros, colocando na boca do povo os argumentos que todos desejavam assacar contra Albuquerque. O sucesso foi total.Tendo feito, por experiência, aquela crônica, de um momento para outro se viu na contingência de manter o estilo e escrever mais, pois seus leitores multiplicaram, chovendo cartas às redações dos jornais, solicitando novas matérias do Conselheiro XX.Além de manter o estilo, Humberto se foi aprofundando no mesmo, tornando-se para alguns, na época, quase imortal, saciando o paladar de toda uma mentalidade que desejava mais liberdade de expressão e mais explicitude na abordagem dos problemas humanos e sociais.Quando adoeceu, modificou completamente o estilo. Sepultou o Conselheiro XX, e das cinzas, qual Fênix luminosa, nasceu outro Humberto, cheio de piedade, compreensão e entendimento para com as fraquezas e sofrimentos do seu semelhante.A alma sofredora do País buscou avidamente Humberto de Campos e dele recebeu consolação e esperança. Eram cartas de dor e desespero que chegavam às suas mãos, pedindo socorro e auxílio. E ele, tocado nas fibras mais sensíveis do coração, a todas respondia, em crônicas, pelos jornais, atingindo milhares de leitores em circunstâncias idênticas de provações e lágrimas.Fez-se amado por todo o Brasil, especialmente na Bahia e São Paulo. Seus padecimentos, contudo, aumentavam dia-a-dia. Parcialmente cego e submetendo-se a várias cirurgias, morando em pensão, sem o calor da família, sua vida era, em si mesma, um quadro de dor e sofrimento. Não desesperava, porém, e continuava escrevendo para consolo de muitos corações.A 5 de dezembro de 1934, desencarnou. Partiu levando da Terra amargas decepções. Jamais o Maranhão, sua terra natal, o aceitou. Seus conterrâneos chegaram mesmo a hostilizá-lo.Três meses apenas de desencarnado, retornou do Além, através do jovem médium Chico Xavier, este, com 24 anos de idade somente, e começou a escrever, sacudindo o País inteiro com suas crônicas de além-túmulo.O fato abalou a opinião pública. Os jornais do Rio de Janeiro e outros estados estamparam suas mensagens, despertando a atenção de toda gente. Os jornaleiros gritavam. Extra, extra! Mensagens de Humberto de Campos, depois de morto! E o povo lia com sofreguidão...Agripino Grieco e outros críticos literários famosos examinaram atenciosamente a produção de Humberto, agora no Além. E atestaram a autenticidade do estilo. "Só podia ser Humberto de Campos!" - afirmaram eles.Começou então uma fase nova para o Espiritismo no Brasil. Chico Xavier e a Federação Espírita Brasileira ganharam notoriedade. Vários livros foram publicados.Aconteceu o inesperado. Os familiares de Humberto moveram uma ação judicial contra a FEB, exigindo os direitos autorais do morto!Tal foi a celeuma, que o histórico de tudo isto está hoje registrado num livro cujo título é "A Psicografia ante os Tribunais", escrito por Dr. Miguel Timponi.A Federação ganhou a causa. Humberto, constrangido, ausentou-se por largo período e, quando retornou a escrever, usou o pseudônimo de Irmão X.Nas duas fases do Além, grafou 12 obras pelo médium Chico Xavier."Crônicas de Além-Túmulo", "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", "Boa Nova", "Novas Mensagens", "Luz Acima", "Contos e Apólogos" e outros foram livros que escreveu para deleite de muitas almas.Nas primeiras mensagens temos um Humberto bem humano, com características próprias do intelectual do mundo. Logo depois, ele se vai espiritualizando, sutilizando as idéias e expressões, tornando-se então o escritor espiritual predileto de milhares.Os que lerem suas obras de antes, e de depois, de morto, poderão constatar a realidade do fenômeno espírita e a autenticidade da mediunidade de Chico Xavier.
Qual o objetivo de se evangelizar a criança? Por que a evangelização infantil é importante?Como diz Emmanuel no Livro "O Consolador - questão 109"- "O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos."
"Até os sete anos o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete no mundo. Nessa idade ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isso mais vivas, tornando-se mais suscetível de renovar o caráter e estabelecer novo caminho, na consolidação dos princípios de responsabilidade, se encontra nos pais, legítimos representantes do organismo familiar.Passada a época infantil, os processos de educação moral, que formam o caráter, tornam-se mais difíceis com a integração do Espírito em seu mundo orgânico material, e atingida a maioridade se a educação não houver sido feita no lar, então só o processo violento das provas rudes, no mundo, pode renovar o pensamento e a concepção das criaturas, porquanto a alma reencarnada terá retomado todo o seu patrimônio nocivo do pretérito e reincidirá nas mesmas quedas se lhes faltou a luz interior dos sagrados princípios educativos."Portanto o objetivo da evangelização infantil é preparar o ser humano para enfrentar todos os momentos e adversidades da vida, nos postulados do Evangelho, numa perfeita e profunda imitação de Jesus, nosso mestre.E o único meio de conseguir isso é cultivar no espírito da criatura, desde o alvorecer da vida, o entendimento da prática das boas obras, a aquisição da moral e do saber, para que ela atinja a idade adulta e a velhice consciente de suas conquistas espirituais; conhecendo a si mesma e situando-se no universo como colaboradora de Divindade Suprema.
Fonte www.cvdee.org.br
